REVIEW – DOCKED

Você acompanhou em minha prévia um breve relato sobre o jogo Docked. Agora, com cerca de 20 horas de gameplay, muitos contêineres transportados e guardados, toneladas de brita entregue e uma infinidade de maquinário pesado utilizado, estou mais do que preparado para lhes trazer o review completo de Docked.

Jogo Rápido

  • Essência de Quebra-cabeça: O jogo é descrito como um “Tetris gigante”, focado na organização, transporte e armazenagem de contêineres.
  • Variedade de Gameplay: Além dos contêineres, inclui gestão de brita, limpeza de entulho e minijogos de reparo de maquinário pesado.
  • Gestão Financeira e IA: Exige planejamento matemático para evitar prejuízo, contando com uma assistência de IA para logística de pátio.
  • Progressão e Upgrades: É necessário reformar o Porto Wake após uma tempestade para liberar novas funções e veículos.
  • Problemas Técnicos: A versão de PS5 apresenta lentidão severa nos menus, interface travada e fechamentos inesperados (crashes).
  • Vibe “Cozy”: Apesar da parte administrativa densa, a gameplay principal é relaxante e ideal para fãs de organização e quebra-cabeças.

Tetris Tamanho Família

Após horas controlando os veículos mais legais e diferentes que eu já vi em jogos do gênero, posso afirmar que Docked nada mais é do que um Tetris gigante. Apesar de toda a parte do negócio, onde é preciso gerenciar os pedidos para não ficar no prejuízo, a essência em Docked é o transporte e armazenagem de contêineres.

Mas assim como em Tetris, onde a primeira impressão pode ser a de um jogo simples, Docked vai escalando a dificuldade e aumentando os desafios. A princípio, como relatado no preview, o jogo é tranquilo e com um tutorial bastante eficiente. Mas logo depois das primeiras etapas, você está por conta própria.

Veja bem, o game ainda te indica visualmente qual veículo usar e onde armazenar o próximo item. Falando assim, nem parece tão complicado. Mas existem missões e missões. Enquanto só precisei mover um ou dois contêineres nas tarefas iniciais, as últimas são um verdadeiro jogo de paciência e quebra-cabeça.

Além disso, novos objetivos vão aparecendo e é preciso, por exemplo, encher caminhões com brita, limpar áreas cheias de entulhos, transportar materiais para a manutenção do porto e até arrumar veículos avariados. Nessas horas Docked oferece uma miríade interessante de desafios rápidos para reparar o maquinário. Apertar o botão na hora certa, encaixar placas no lugar correto e calibrar o óleo, são alguns exemplos de atividades extras que dão mais vida ao jogo.

Pequenas Empresas…

Enquanto entender cada aspecto dos veículos é uma tarefa agradável, não posso dizer o mesmo da parte financeira dos negócios. Mas pode ser um problema com a minha matemática de 5ª Série. Docked exige que você faça contas para poder entregar os pedidos sem tomar prejuízo. E quem não gosta disso, vai sofrer.

O jogo oferece a assistência de uma IA para programar o destino de cada contêiner que chega no porto. Diferente dos serviços tradicionais, essa “administração do escritório” é essencial para avançar na história. Ou seja, se você não entender o que está fazendo, vai empacar. Nessas horas é possível dispensar um dinheiros – e não é pouco – para a IA dar uma mãozinha e deixar a linha sem gargalos e entregar a quantidade pedida.

Porém, para continuar fazendo o trabalho de escritório, também é preciso arrumar e melhorar o Port Wake. Como ele foi atingido por uma tempestade cabulosa, não é possível fazer tudo o que o jogo oferece logo de cara. Por isso os serviços são importantes. Concluindo essas tarefas você recebe dinheiro e materiais para dar aquele upgrade no pátio e comprar um veículo novo para ajudar nos pedidos.

Pequenos Negócios…

Infelizmente Docked tem alguns problemas sérios (pelo menos na versão do PS5). Todos eles relacionados à qualidade de vida de quem joga. O principal problema, para mim, fica justamente na tela de pedidos onde é preciso distribuir as cargas entre os seus veículos. Nessas horas o game fica extremamente lento e crashado, dificultando demais a vida do empresário.

A tela do mapa também não ajuda muito. Na verdade, tirando a gameplay, todos os menus são travados. Por duas vezes o jogo fechou sozinho e tive que reiniciar tudo do zero. Espero que a Saber Interactive disponibilize updates para resolver esses problemas.

Outro porém, é a narrativa usada como desculpa para as tarefas. Do que eu consegui captar, o pai é o dono do negócio, enquanto o filho e os outros funcionários fazem o trabalho pesado. Mas como todo filho é ingrato, ele quer fazer as coisas de outro jeito.

Com a ajuda de um amigo, eles começam a fazer transmissões do dia-a-dia no Port Wake. Seria mais uma adição bem-vinda se fizesse parte da gameplay, mas é só uma historinha entre os personagens que acaba se perdendo no meio de tanta coisa para fazer.

Cozzy Contêiner

A Saber Interactive conseguiu unir em Docked praticamente tudo o que funciona em seus outros jogos do gênero. O grande atrativo é poder jogar sozinho do início ao fim, coisa impossível de se fazer em RoadCraft, por exemplo. Mesmo que a parte administrativa seja travada e sem graça, o que importa em Docked é o vai e vem de contêineres. Nesse sentido, o jogo é uma excelente opção para quem curte o gênero cozzy focado na organização de objetos e conclusão de quebra-cabeças.


Este Review foi feito no PlayStation 5 através de uma chave de acesso fornecida pela assessoria de Saber Interactive no Brasil.

DOCKED
  • GRÁFICOS
  • GAMEPLAY
  • NARRATIVA
  • DIVERSÃO
2

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