REVIEW – RESIDENT EVIL REQUIEM

Desde que a Capcom lançou o remake de Resident Evil 2, o caminho percorrido pela franquia foi cheio de sucessos. Além dos antigos clássicos renovados, a companhia também lançou três títulos totalmente novos. E agora, com Resident Evil Requiem, a Capcom entrega um jogo com todos os elementos que deram certo tanto nos clássicos como nos games mais recentes. Confira o nosso review de Resident Evil Requiem.
ATENÇÃO – O TEXTO CONTÉM ALGUNS SPOILERS DO JOGO
Sou suspeito para falar de Resident Evil. Afinal, a franquia é a minha favorita quando se trata de terror com zumbis. Quando soube que Leon S. Kennedy dividiria a gameplay com a novata Grace Ashcroft, foi a informação que eu precisava para embarcar nessa jornada.
De Volta à R.P.D.
Resident Evil Requiem funciona perfeitamente para os veteranos da série. A história leva Leon de volta à Raccoon City com direito a delegacia e ruas adjacentes. A nostalgia bate forte nessas partes. A vontade é não terminar a sequência e averiguar cada canto da cidade. Mas também funciona para os novatos.
Grace, uma agente do FBI – e em sua participação inicial na série – é usada para dar aquela tensão e sensação de terror de sobrevivência que deixou Resident Evil famoso. O início da jogatina é permeada por jumpscares, correria e gritaria. A munição é escassa, cada tiro conta. As ervas para recuperar vida também são poucas e na maioria das vezes é melhor dar no pé do que enfrentar os inimigos.
Além disso, a visão padrão para Grace é a câmera em primeira pessoa. Apesar de eu não gostar muito, a imersão é realmente maior. Andar pelo Hotel Wrenwood em busca da próxima pista enquanto a escuridão se fecha ao seu redor, é realmente aterrorizante. Melhor que isso só a sequência da Mansão Beneviento em Resident Evil Village.
Enquanto Leon faz o papel do policial que resolve os problemas na base da força, Grace precisa investigar o ambiente, se esgueirar e escolher a hora certa de enfrentar os inimigos. A divisão da gameplay entre os dois é perfeita e as mudanças entre eles sempre acontecem no momento certo, seja para manter a tensão lá em cima ou para dar uma pausa e recuperar o fôlego.
Terror Bonito
Joguei Resident Evil Requiem no PlayStation 5 (o famigerado FAT) e mesmo sem opções de escolhas gráficas, o game roda lisinho e sempre na faixa dos 60 FPS. Todavia, eu senti falta dessas configurações. Gostaria de testar o game, por exemplo, com resolução 4K mesmo se isso significasse uma queda nos frames. Mas é compreensivo a escolha da Capcom. Dessa maneira o jogo sempre vai rodar no melhor desempenho.
Toda essa plasticidade também está presente na hora da ação. É satisfatório demais alvejar os zumbis em diferentes partes do corpo para ver como eles reagem. O mesmo vale para as mortes dos protagonistas. Morrer faz parte do aprendizado em Resident Evil Requiem e Leon e Grace batem as botas de diversas maneiras. Seja com mordidas, serra-elétrica ou um triturador, cada vez que eles se vão é um banho de sangue, tripas e muito gore.
Além do trabalho impecável com a destruição de corpos, a Capcom também mandou muito bem na construção dos cenários e no uso de luz e sombra para deixar tudo mais sinistro. A lanterna é sem dúvida a sua melhor amiga. E mesmo nos momentos mais tensos é possível notar a atenção à esses detalhes. A luz se comporta como na vida real e lança sombras para todos os lados. É realmente muito bonito.
Novidades Para os Novatos
Resident Evil Requiem, como eu disse lá em cima, é ótimo para quem nunca jogou o game. Além das mecânicas que consagraram a franquia, a Capcom adicionou novos elementos. O principal deles são os zumbis que possuem um resíduo de memória. Dessa maneira eles continuam fazendo o que faziam em vida.
Por exemplo, tem um zumbi no Hotel Wrenwood que fica perambulando para lá e para cá apagando as luzes. Outra, uma faxineira, só quer saber de limpar as coisas. Esses são inofensivos. O problema é quando ex-militares se transformam nessas criaturas. Deu para sacar? Sim, zumbis que usam armas de fogo! É muito legal. E, apesar dos tiros não serem precisos, causam um bom dano.
Para quem tem problemas com o dedo nervoso, que é o meu caso, a boa e velha criação de itens está de volta. Dessa vez Grace usa o sangue dos infectados para fazer munição e kit de primeiros-socorros sem ter que depender do cenário. O problema é que essa opção demora um pouco para aparecer e sobreviver nas primeiras horas é um trabalho árduo.
Outro detalhe muito legal é a machadinha de Leon. Praticamente indestrutível, é com ela que você finaliza os inimigos e tira bastante vida de alguns chefes. Assim como as outras armas, essa também pode ser melhorada. Seja para dar mais dano, aumentar a capacidade do pente ou melhorar a estabilidade, o arsenal de Leon tem uma variedade enorme de upgrades.
Me Dê Leon
Não sou uma pessoa que se assusta em filmes de terror. Por isso gosto tanto de jogos do gênero. O início de Resident Evil Requiem, no controle de Grace, é perfeito para quem procura aquela sensação de “fodeu”. Porém, é na pele de Leon que o jogo realmente se destaca. A tensão muda de tom. Ao invés de ficar com medo e se esconder, a adrenalina bate forte e você parte para o tiroteio como se não houvesse o amanhã.
Resident Evil Requiem é o melhor jogo da franquia. Alguns podem até questionar falando de RE2 ou até mesmo do original, mas Requiem é a união de todos esses. Grace é uma personagem que ainda carece de mais tempo para criar um vínculo, coisa que não acontece com o lourinho. Por isso que eu não me importaria em jogar um Resident Evil protagonizado por Leon e com a pegada focada na ação e com muita set piece.
Este review de Resident Evil Requiem foi feito no PlayStation 5 com uma chave de acesso fornecida pela Capcom
RESIDENT EVIL REQUIEM
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GRÁFICOS - 10/1010/10
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GAMEPLAY - 9.5/109.5/10
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ÁUDIO - 10/1010/10
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ENREDO - 9/109/10
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DIVERSÃO - 10/1010/10
