REVIEW – CHAINSTAFF

Me amarro em jogos que se inspiram em clássicos do passado. Melhor ainda se for um título com temática alien/cyberpunk e com uma trilha-sonora bem pesada. Por isso não deixei passar batido a estreia de ChainStaff, da desenvolvedora independente Mommy’s Best Games. Confira o Review de ChainStaff.
Jogo Rápido
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O que é: Um jogo de ação e plataforma 2D com pegada run and gun e elementos leves de Metroidvania.
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O Ponto Forte: A trilha sonora de Deon van Heerden (Broforce) é animal e carrega a adrenalina do jogo nas costas.
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Mecânica Única: O gancho (ChainStaff) é multifuncional, servindo para ataque, defesa e movimentação rápida.
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Onde Tropeça: O backtracking em mapas pequenos e a falta de variedade de inimigos tornam a experiência repetitiva.
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Veredito: Uma experiência curta (6 horas) ideal para quem busca nostalgia e uma jogatina rápida, mas sem o brilho dos grandes medalhões do gênero.
O DNA Metroidvania
Logo de cara é possível notar a simplicidade em ChainStaff. Os menus do jogo são bem básicos, sem nove horas, lembrando muito os jogos do SNES e Mega Drive onde o que importa é a ação. ChainStaff não fica de conversa mole e te joga no meio do caos alienígena bem ao estilo clássico ação de plataforma metroidvania.
Jogadores mais casuais, como eu, podem encontrar dificuldades para prosseguir na história. Como todo bom metroidvania, ChainStaff faz você ir e voltar pelo mesmo mapa algumas dezenas de vezes. Seja para encontrar um item supimpa ou matar aquele chefe maldito, você vai percorrer o mesmo cenário de novo e de novo. Obviamente que este é o mote do gênero, mas como os mapas são pequenos e com poucas opções de caminhos, a tarefa acaba sendo massante.
Mas a ação é de primeira. Tiroteio e sangue alienígena explodem na tela enquanto você controla o herói que foi dominado por um um alien mutante. É doidera pura. Como todo bom jogo de ação de plataforma, é possível fazer upgrades no armamento e também na vida do herói. Salvar humanos é um bom caminho para isso. Com certeza essa mecânica foi emprestada de Metal Slug.
Porém, o tchãs de ChainStaff é o gancho. O objeto é a principal arma/item do jogo e oferece uma variedade de opções. Com ele você pode empalar inimigos, se locomover com mais rapidez pelo cenário e até se proteger de ataques indesejados.
Trilha Sonora de Respeito
O grande destaque em ChainStaff é a trilha sonora. Deon van Herrden, compositor de Broforce, é o responsável pela batuta. Esse é aquele tipo de jogo que pede por uma trilha pesada e cadenciada. A ação no meio de aliens combina muito bem com esse estilo de música e impele o jogador a seguir em frente.
Infelizmente o jogo peca em alguns quesitos. Por exemplo, os inimigos não possuem muita variedade e as mecânicas de combate são simples e sem grandes desafios. Para um jogo que te faz voltar para o mesmo cenário diversas vezes, isso é um pouco decepcionante. A qualidade do acabamento e a atenção aos detalhes também deixam a desejar. Tudo bem que é uma “homenagem” aos clássicos como Earthworm Jim e Contra, por exemplo, mas isso não é impedimento para deixar o ajuste fino de lado.
Conclusão
ChainStaff é um game que fatalmente passará abaixo do radar de muitos jogadores. Com títulos como Hollow Knight, Metroid e Blasphemous à disposição, dificilmente o game da Mommy’s Best Games terá espaço. Porém, o jogo tem todo os elementos do gênero e possui cerca de 6 horas de gameplay. Ou seja, é um título que pode ser um companheiro para quem tem pressa de zerar alguma coisa ou para quem gosta de uma boa trilha-sonora da pesada enquanto explode aliens.
O review de ChainStaff foi feito no PlayStation 5 Pro através de uma chave de acesso fornecida pela a assessoria do jogo.
CHAINSTAFF
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GRÁFICOS - 5/105/10
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GAMEPLAY - 5/105/10
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DIVERSÃO - 4/104/10
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TRILHA-SONORA - 10/1010/10
