PGB 2026: Mulheres reafirmam liderança e seguem como a maioria no mercado de games brasileiro

A Pesquisa Game Brasil (PGB) 2026 acaba de divulgar seu painel principal, trazendo um retrato fiel e detalhado do comportamento de consumo no país. Em sua 13ª edição, o estudo desenvolvido pelo SX Group e Go Gamers, em parceria com a Blend New Research e a ESPM, ouviu mais de 7 mil pessoas entre 16 e 55 anos. O veredito? O Brasil vive uma fase de normalização e maturação, onde o hábito de jogar se consolidou como a principal forma de entretenimento para a maioria esmagadora da população, mas sob novas regras e percepções.

Jogo Rápido

  • Normalização: 75,3% dos brasileiros jogam; o mercado se estabilizou após a separação clara entre games e apostas.

  • Liderança Gen Z: O público jovem (16-29 anos) agora é a maior parcela do mercado (36,5%).

  • Ascensão do PC: O público busca experiências mais profundas, elevando a preferência por PCs (21,1%) e Consoles (24%).

  • Demografia: Mulheres representam 52,8% do público e a Classe Média domina com 54,9%.

  • Debate sobre IA: Há receio sobre ética e desemprego, mas o público aceita a tecnologia se houver qualidade.

  • Nostalgia Digital: Mais de 60% revisitam jogos antigos e 22% temem perder o acesso às suas bibliotecas digitais no futuro.

A “Ressaca” de 2025 e a Nova Identidade Gamer

Após um pico histórico em 2025, onde 82,8% dos entrevistados declararam jogar, os números de 2026 apontam para 75,3%. Embora pareça um recuo, Guilherme Camargo, CEO do SX Group, explica que estamos diante de uma correção necessária. No ano anterior, a falta de regulamentação causou uma sobreposição onde jogos de sorte (bets) eram percebidos como jogos digitais. Com a nova legislação de 2025, o mercado delimitou fronteiras: agora, o consumidor sabe diferenciar o entretenimento eletrônico da aposta.

Mesmo com a base mais “enxuta”, a relevância dos games é inquestionável: 86,7% dos brasileiros têm os jogos como uma das suas principais formas de lazer, e para 80,7%, eles são o principal meio de diversão, superando outras mídias tradicionais.

Troca de Guarda: A Geração Z assume o Trono

Pela primeira vez em mais de uma década, os Millennials (30 a 44 anos) cederam o posto de maioria. A Geração Z (16 a 29 anos) agora representa 36,5% do mercado, enquanto os Millennials ocupam 33,7%. Esse rejuvenescimento não é apenas numérico; ele altera a forma como o conteúdo é consumido.

Enquanto o mobile continua líder isolado (44,1%) pela conveniência, há um movimento espontâneo de migração e aprofundamento. Os usuários de PC atingiram 21,1%, e os consoles chegaram a 24%. De acordo com Carlos Silva, CEO da Go Gamers, o PC tornou-se o porto seguro da Gen Z. É nesta plataforma que o público encontra sessões mais longas, personalização e um ambiente altamente competitivo ligado aos eSports.

No perfil demográfico, o protagonismo feminino segue inabalável: as mulheres representam 52,8% dos jogadores no Brasil. Além disso, a classe média (B2, C1 e C2) é a base do consumo, compondo 54,9% da comunidade.

O Dilema da Inteligência Artificial: Ética ou Eficiência?

Pela primeira vez, a PGB mediu o sentimento sobre a IA Generativa na indústria. O brasileiro não rejeita a tecnologia, mas é vigilante. O medo da “perda de alma” dos jogos é real para 38,4% dos entrevistados, enquanto 45,7% temem pela precarização do trabalho criativo e perda de empregos no setor.

Ainda assim, o mercado é pragmático: 39,3% comprariam um jogo sabendo que arte ou dublagem foram feitas por IA, e 40,9% estão em cima do muro. O recado do público é claro: a tecnologia é aceitável, desde que não viole direitos autorais (preocupação de 39,6%) e mantenha a qualidade final do produto.

O Medo do Esquecimento Digital e o Poder da Nostalgia

Com o mercado caminhando para o fim das mídias físicas, o brasileiro começou a se preocupar com a propriedade digital. O estudo revela que 22% dos jogadores se sentem inseguros com a possibilidade de perder o acesso aos seus games no futuro. O valor não está apenas no “jogar agora”, mas na garantia de que aquela experiência poderá ser revisitada.

Essa preocupação se traduz em um hábito forte: 62,6% dos brasileiros jogam clássicos e títulos antigos sozinhos, e 55,1% fazem o mesmo com amigos. A nostalgia é um motor econômico: 44% comprariam um jogo novamente se o preço fosse convidativo, e 36,3% seriam convencidos por remakes ou remasters que tragam melhorias técnicas reais.


Com Assessoria de Imprensa

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