REVIEW: DIABLO IV

A minha jornada em Santuário começou com o beta fechado do jogo. Depois passei mais algumas horas no beta aberto. Mas foi só com o game completo em mãos (um abraço ao pessoal da Blizzard pelo envio da key) que consegui sentir todo o poder de Lilith. Apesar do título ter todos os elementos que fizeram da franquia um dos maiores sucessos dos videogames, Diablo IV não inventa moda e segue fiel à fórmula estabelecida no jogo anterior. Confira abaixo o início do game e o review completo de DIABLO IV!

 

Gameplay

Vamos começar pelo o que interessa. A gameplay de Diablo IV não poderia ser mais divertida. A minha jogatina foi feita com a Necromante Saureta! Meu pequeno exército de guerreiros e magos esqueletos – sem contar o poderoso Golem de Osso – tornaram a minha vida em Santuário muito mais fácil. Trucidar centenas de inimigos usando os mais variados poderes e ver meus minions tomando porrada para me defender, foi deveras agradável.

A curva de aprendizado é bem tranquila, já que as novas habilidades surgem no momento certo dando tempo para você se adaptar a elas. No caso da Saureta, meu foco foi nas magias de Ossos. Já perto do final da campanha principal, a minha Necromante era tão poderosa que eu nem precisava entrar em combate. Deixava meus esqueletos fazerem o serviço e só entrava em cena quando as coisas apertavam de verdade.

O esquema é o mesmo apresentado em Diablo III, mas obviamente com muitas melhorias. A árvore de habilidades está mais parruda e os combos entre elas mais poderosos. Como um bom RPG, tudo depende dos números e quando o personagem tem os atributos necessários, as batalhas ficam mais interessantes. A nossa querida Saureta, por exemplo, conseguia manter os inimigos a distância enquanto lançava suas magias sem sair do lugar e, quanto mais tempo parada, mais dano ela causava.

Joguei um pouco de Bárbaro e no momento estou tentando a sorte com o Mago Mithrandir – sim, sou fanático por Senhor Dos Anéis – na Temporada dos Malignos. Já posso dizer que não estou tendo vida fácil. Bater de frente sozinho com 20 ou mais inimigos ao mesmo tempo, é bem mais difícil do que parece. Mas a diversão está em combinar as habilidades para se sobressair perante as hordas do inferno.

O único porém é a pouca quantidade de espaços para escolher as habilidades. Gostaria muito de construir um mago focado em Gelo e Fogo, por exemplo, mas se deixo uma habilidade de lado, as outras escolhidas podem não ter o efeito desejado já que não são da mesma “escola”. O caso dos Necromantes é ainda mais complicado já que eles começam com um slot ocupado que é usado para a habilidade de ressuscitar cadáveres.

Gráficos

Estou jogando Diablo IV pelo Xbox Series X e o game está praticamente impecável. Lógico que não podemos compará-lo com outros títulos AAA mais famosos simplesmente pelo uso da câmera. Diablo IV mantém a visão isométrica que ficou popular no gênero RPG justamente quando o primeiro game da franquia foi lançado em dezembro de 1996.

A caixa X é bem poderosa e aguenta o tranco mesmo com vários inimigos na tela e mais de um player no squad. Não tive nenhum problema como quedas de frame rate ou gargalos que podem comprometer a jogatina. E num game como Diablo isso faz toda a diferença.

O visual artístico e a ambientação fazem de Diablo IV um colírio para os olhos – isso se você gosta de um colírio infernal. Cada cidade, dungeon e masmorra são muito bem feitas e detalhadas. Os inimigos possuem um capricho ímpar, principalmente quando explodem em sangue, mostrando todo o trabalho que a equipe de arte teve em Diablo IV.

Na maior parte do tempo as cutscenes seguem na câmera isométrica. Porém, nos momentos mais importantes da história, temos cenas inteiras em perspectiva cinematográfica, e é nessas horas que consegui notar o esmero com os gráficos.

Trilha e Efeitos Sonoros

Vou bater na mesma tecla: esse quesito é tão importante quanto qualquer outro e Diablo IV não decepciona. Desde a equipe de dublagem – com vozes bastante conhecidas – até a localização em PTBR, mais uma vez o trabalho é para ser aplaudido de pé. Cada barulho de corpos explodindo, de cadáveres sendo ressuscitados ou dos itens sendo destruídos, ajudam na imersão do jogo.

Quem passa por uma masmorra ou dungeon sem acabar com uma mesa ou cadeira, não sabe o que está perdendo. E posso dizer com a experiência de quem joga Diablo desde 1996, que o jogo sempre primou pelos efeitos sonoros. Cada poção, arma e moedas, por exemplo, fazem aquele barulho característico que está presente desde o primeiro jogo. Feche os olhos e escute o som de uma poção dropando de um corpo inimigo. Ouviu?

Veredito Final

Diablo IV é sem dúvidas o melhor game da franquia. Seu antecessor armou o caminho com uma nova gameplay, mas foi neste último jogo que a Blizzard mostrou todo o potencial de Diablo. Centenas de missões, dungeons e masmorras com itens suculentos, classes variadas desde o começo e o suporte com muitas Temporadas programadas, fazem de Diablo IV um jogo imperdível para quem é fã de um bom RPG.

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